sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paciêcia!

Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse é o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.
Eu vou encontrar o Sol, mesmo com medo de sua radiação.

a gaveta da alegria
já está cheia
de ficar vazia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes.


[Pra MIM!]


Cansada de tudo que começa. Hoje eu queria alguma coisa que continuasse.
 

"Tinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Se a esperança não ocupasse espaço demais nas relações, teríamos mais controle de tudo, até do inevitável:
sofrimento.
Hoje durmo com a minha dor, Apesar das dores serem sempre ocasionadas por alguém, ninguém sabe dela porque é só minha. Também não é diferente das outras é só mais uma que me abraçará ao deitar. Mas luto para esquecer o cheiro do outro, o beijo do outro. E espero cada dia me desfazer desses-pequenos-cadáveres, que ou assumimos o luto porque ele existe e aprendemos a ultrapassar barreiras, ou deixamos ser assombrados pelos cadáveres que não tem hora, nem tempo de partir. Mas não deixemos que se vá com o nosso sonho e que na maturidade possamos ver tudo com bom-humor, e rir com mais lucidez.
O amor é desumano, quem o inventou nos deu como praga, dele desfrutaremos, dele paderecemos toda e qualquer tipo de desgraça. Porque amor é droga sem limite de consumo. Quanto mais usarmos, mais teremos efeitos colaterais.
Sempre me perguntei o que acontece depois do choro, dos desencontros, dos tapas que a vida nos dá. O silêncio sempre como resposta e uma única certeza: O homem sempre me assustará.

"A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também..."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sim, perguntaram se era a saudade, respondi que era o desencontro habitual dos que se querem bem, e são obrigados a serem guiados pelo tempo, retruquei com lágrimas, não forcei a barra, andei pelo fio do desespero, vaguei lentamente pelas ruas da solidão, mais a distância ira sempre sê-la, o meu amor foi obrigado a paralisar, diminuir é impossível, fingir só aumenta a dor. Te esperarei numa esquina que ainda desconheço e estaremos "abertos", disponíveis para intensidade que nos aguarda.